Latam demite piloto suspeito de manter rede de abuso sexual infantil
- 11/02/2026

Piloto da Latam é preso dentro de avião no aeroporto de Congonhas O piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso na segunda-feira (9) após investigações apontarem que chefiava uma rede de abuso sexual infantil, foi demitido da Latam, informou a empresa nesta quarta-feira (11). Em nota, a companhia aérea disse que Sérgio "não faz mais parte do seu quadro de colaboradores. A companhia adota a política de tolerância zero para ações e atos que desrespeitem os seus valores, ética e código de conduta, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com as investigações". Acusado de chefiar uma rede de abuso sexual infantil, Sérgio foi preso temporariamente na manhã de segunda-feira (9) em um avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Procurada, a advogada Claudia Apolonia, que defende o piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, informou ao g1 que: "Vou seguir a discrição no exército de meu ofício, assim como os ditames legais , que implicam em segredo de justiça, dada a natureza das investigações." Segundo a investigação, que durou cerca de três meses, o suspeito levava crianças e adolescentes a motéis utilizando documentos de identidade falsos, onde cometia os abusos. A polícia apurou ainda que Sérgio recebia imagens das vítimas enviadas por mães, avós ou outros responsáveis por meio do WhatsApp, em troca de dinheiro. Além do piloto, a avó de três vítimas foi presa temporariamente. Já a mãe de outra criança foi detida em flagrante por armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual infantil. A defesa dos investigados não havia sido localizada até a última atualização da reportagem. 'Quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava', diz delegada sobre piloto preso em Congonhas O que se sabe sobre a prisão de piloto em SP acusado de manter rede de abuso sexual infantil De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, chefe do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a prisão foi realizada no aeroporto devido à dificuldade de localizar o suspeito em casa. "Ele tem uma residência em Guararema. Não conseguíamos saber quando ele estava voando ou não. Optamos por pedir a escala para a empresa e identificamos que ele faria um voo hoje. Quando chegamos no aeroporto por volta das 5h30, ele já estava lá. Quando começaram a fazer a chamada do voo, nós fomos perguntar e ele já estava no avião. Era uma forma de tentar localizá-lo", contou a delegada. Piloto é preso dentro de avião no aeroporto de Congonhas suspeito de manter rede de abuso sexual infantil Reprodução/TV Globo Abordagem nas vítimas Segundo a polícia, o piloto inicialmente se aproximava da mãe, avó ou responsável legal pela criança ou adolescente. Em seguida, deixava claro que o interesse era na vítima e fazia a proposta. “Cada imagem recebida gerava pagamentos via Pix, geralmente de R$ 30, R$ 50 ou R$ 100. Em alguns casos, ele comprava medicamentos, pagava aluguel e houve até a compra de uma televisão”, disse a delegada. Piloto suspeito de abusar de crianças e adolescentes é preso dentro de avião Até o momento, a Polícia Civil identificou dez vítimas no estado de São Paulo, mas o número pode ser muito maior. De acordo com os investigadores, o celular apreendido com o suspeito contém imagens que indicam vítimas de outros estados. A polícia também apura com quem o material era compartilhado. “Além do consumo pessoal, há fortes indícios de que ele distribuía esse conteúdo para outras pessoas”, afirmou Ivalda. Esposa de piloto ficou horrorizada ao descobrir supostos crimes, diz polícia Operação A operação deflagrada nesta segunda, batizada de Apertem os Cintos, investiga, entre outros crimes, estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente. A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados na capital paulista e na cidade de Guararema, na Região Metropolitana, onde o piloto mora. Segundo a polícia, "as provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos". Em nota, a Latam Airlines Brasil informou "que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações". A companhia disse ainda que "repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta". Segundo a empresa, o voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), que seria feito pelo piloto preso, operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto. Piloto é preso dentro de avião em Congonhas suspeito de manter rede de abuso sexual
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