Corpo de orientadora educacional é exumado após suspeita de envenenamento em Franca, SP

  • 11/02/2026

Polícia exuma corpo de professora que morreu por suspeita de envenenamento Peritos do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo (SP) fizeram nesta quarta-feira (11) em Franca (SP) a exumação do corpo da orientadora educacional Tatiane Cintra dos Santos Cardozo. A Polícia Civil suspeita que ela tenha morrido envenenada em abril de 2025, aos 42 anos. Segundo a investigação, Tatiane viva uma relação conturbada com o marido, William Ferreira Cardoso. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A advogada dele, Letícia Antinori, acompanhou a exumação e disse que ele colabora com as investigações. “Até o momento, estamos colaborando com as investigações. Acreditamos na inocência do William e estamos acreditando no trabalho da perícia, da Polícia Civil, do Ministério Público. Vamos confiar que a justiça será feita da melhor maneira pra todos.” A orientadora educacional Tatiane Cintra dos Santos Cardozo morreu em Franca (SP) Arquivo pessoal Busca por provas Os trabalhos do IML na tarde desta quarta-feira no Cemitério Jardim das Oliveiras duraram cerca de 20 minutos. Segundo o delegado responsável pelo caso, Davi Abmael Davi, foram coletados partes das vísceras, do rim, do fígado e do baço e vestígios de sangue. “Vai ser encaminhado ao laboratório e vamos aguardar a decisão laboratorial para ver se realmente havia alguma outra substância anormal no corpo que pudesse ter ocasionado a morte dela”, diz Davi. Logo após a morte de Tatiane, a Polícia Civil pediu a exumação do corpo, mas o IML de Franca alegou na época que o corpo havia recebido um tratamento químico para o sepultamento, o que prejudicaria a análise. Ao longo dos últimos meses, surgiram novos elementos que reforçaram a suspeita de envenenamento e levaram a Polícia Civil a pedir autorização à Justiça para a exumação. O pedido foi aceito na última semana. “A expectativa em relação a essa exumação é muito grande, porque é uma prova muito efetiva, muito contundente (...) Existe uma grande expectativa para darmos uma solução para a morte dessa jovem, que está numa situação muito estranha”, afirma o delegado. Corpo da orientadora educacional Tatiane Cintra dos Santos Cardozo é exumado em Franca, SP Kaíque Castro/EPTV Ainda não há prazo para a conclusão do laudo. Até o momento, o caso é tratado como morte a esclarecer. Morte após churrasco Tatiane morreu no dia 20 de abril de 2025 após um churrasco na casa dela. A filha mais velha conta que acordou mais tarde, quando os convidados já tinham ido embora, e ouviu o pai chamá-la. “Ele estava sentado na base da escada, chorando bastante como se estivesse desesperado. Perguntei o que aconteceu e eu já pensei que tinha algo errado relacionado à minha mãe, porque eles tinham um histórico de idas e vindas muito turbulento. Ele falou: ‘vai lá no quarto que a sua mãe não está passando bem’”. Segundo a filha, a mãe estava deitada na cama e havia indícios de vômito no travesseiro. Como ela não tinha pulso, a jovem começou a fazer massagem cardíaca, mas sem sucesso. Ela chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou a morte de Tatiane ao chegar à residência. Fabiana Cintra dos Dantos Barros espera respostas para a morte da irmã Tatiane em Franca (SP) Lindomar Cailton/EPTV Laudo da morte O corpo de Tatiane foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO). O laudo apontou que ela tinha um inchaço anormal do fígado, chamado de hepatomegalia. O resultado levou a polícia a instaurar inquérito para apurar o que causou a morte. Segundo a família, dias antes de morrer, Tatiane começou a apresentar sintomas como vômito, diarreia, cansaço e dores de cabeça. “Nós questionávamos o passar mal dela e ela falava que estava muito sobrecarregada no trabalho, que estava muito difícil. Estava tendo vômitos, crise de diarreia, uma dor de cabeça. A gente percebia que ela começou a ficar aérea”, diz a irmã, Fabiana Cintra dos Dantos Barros. Relação com o marido Ao longo da investigação, a família relatou à polícia que Tatiane e o marido, William, tinham uma relação conturbada. Segundo a irmã dela, o casal tinha reatado há mais ou menos dois anos após uma separação por causa da descoberta de uma traição dele. Fabiana afirma que a família era contra a retomada da relação porque William tinha um comportamento abusivo em relação à esposa e porque nunca terminou de fato com a mulher do relacionamento extraconjugal. Ela acredita que por isso Tatiane não chegou a contar antes de morrer que estava novamente infeliz no casamento. De acordo com Fabiana, os familiares só souberam da situação após terem acesso ao celular dela. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/02/11/corpo-de-orientadora-educacional-e-exumado-apos-suspeita-de-envenenamento-em-franca-sp.ghtml


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