Advogado condenado em Presidente Venceslau por integrar PCC tem pedido de revisão criminal negado pelo TJ

  • 21/07/2026

Segundo a denúncia, o grupo criminoso atuava de forma estruturada nas Penitenciária I e II de Presidente Venceslau Ana Palacio/TV TEM O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido de revisão criminal apresentado por um advogado condenado por integrar a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O g1 teve acesso ao acórdão nesta terça-feira (21). Conforme o documento, a decisão foi tomada por unanimidade pelo 1º Grupo de Direito Criminal, em julgamento realizado no dia 17 de julho. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Marcos Antonio Antunes Barbosa havia sido condenado pelo juiz Gabriel Medeiros, da 1ª Vara da Justiça de Presidente Venceslau, por participação em organização criminosa. Além dele, outros réus do processo também foram condenados por associação ao PCC. Na primeira instância, a pena de Marcos Barbosa foi fixada em oito anos e nove meses de prisão, mas acabou reduzida para cinco anos, cinco meses e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado, após julgamento da apelação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Operação do MP mira rede de financiamento do PCC e atuação em 'tribunais do crime' TJ de SP nega novo pedido de habeas corpus de Deolane Bezerra O que aconteceu com Deolane em um mês? Veja os desdobramentos que levaram a influenciadora a virar ré por esquema ligado ao PCC em SP Justiça nega habeas corpus a irmão de Marcola e mantém prisão por lavagem de dinheiro do PCC Segundo a denúncia, o grupo criminoso atuava de forma estruturada a partir da Penitenciária II de Presidente Venceslau, onde estariam concentradas lideranças responsáveis por emitir ordens e coordenar atividades ilícitas, como tráfico de drogas, crimes patrimoniais, manejo de armas de fogo e corrupção de agentes públicos. Conforme o processo, o advogado teria aderido à estrutura da facção e contribuído para a manutenção das atividades criminosas. Revisão criminal No pedido da revisão criminal, a defesa sustentou que o advogado exercia apenas a atividade profissional como correspondente jurídico e que não havia provas de que ele tivesse intenção de integrar a facção. Por isso, pediu a anulação da condenação e a absolvição. Ao analisar o caso, o desembargador Edison Tetsuzo Namba (relator) destacou que a revisão criminal somente pode ser acolhida em situações excepcionais, como quando há erro evidente na condenação, utilização de provas falsas ou surgimento de novas provas de inocência. Segundo o magistrado, nenhuma dessas hipóteses ficou caracterizada. Os outros desembargadores acolheram a tese do relator de forma unânime. No acórdão, o Tribunal ressalta que a condenação foi baseada em um conjunto consistente de provas, composto por interceptações telemáticas, documentos apreendidos, perícias e depoimentos colhidos durante a investigação e a instrução do processo. Fórum da Comarca de Presidente Venceslau (SP) Reprodução/Google Maps Entre as testemunhas ouvidas, estão o delegado responsável pelo inquérito e os diretores das Penitenciárias I e II de Presidente Venceslau. O diretor da Penitenciária II informou que a unidade abriga presos ligados a facções criminosas, inclusive ao PCC, e explicou que os atendimentos entre advogados e detentos ocorrem em parlatórios, sem fiscalização do conteúdo das conversas, o que impossibilita o controle das comunicações. O diretor da Penitenciária I prestou informações semelhantes e afirmou que, apesar da separação física dos presos, há possibilidade de comunicação entre eles. De acordo com a decisão, as provas indicam que Marcos Antonio integrava a chamada "Sintonia dos Gravatas", apontada como o núcleo jurídico do PCC. Entre os elementos considerados pelos desembargadores estão o uso do codinome "R18", comunicações eletrônicas com integrantes da facção, envio de relatórios de despesas por e-mail utilizado pela organização, além de registros que indicariam sua atuação na estrutura criminosa e até mesmo um pedido de desligamento da célula jurídica da facção. Para o colegiado, esses elementos afastam a tese de que o advogado apenas prestava serviços jurídicos de forma regular. O acórdão concluiu que houve adesão consciente, voluntária e estável à organização criminosa. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Marcos Antonio Antunes Barbosa até a última atualização desta reportagem. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-e-regiao/noticia/2026/07/21/advogado-condenado-em-presidente-venceslau-por-integrar-pcc-tem-pedido-de-revisao-criminal-negado-pelo-tj.ghtml


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