É normal ter escape de urina ao tossir?
- 09/10/2026

É normal ter escape de urina ao tossir? Crédito: Divulgação Escape de urina ao tossir? Entenda a causa e o que ajuda O escape de urina ao tossir é o sintoma clássico da incontinência urinária de esforço, causada pelo enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico e do esfíncter que controla a saída da urina. Quando você tosse, espirra ou ri, a pressão dentro do abdômen aumenta de repente, e se essa musculatura não está forte o suficiente para segurar essa pressão extra, uma pequena quantidade de urina escapa. Esse sintoma é bem mais comum do que parece: segundo estudo da Sociedade Brasileira de Urologia, a incontinência urinária atinge de 30% a 40% das mulheres acima dos 40 anos, e outras fontes apontam que uma em cada três mulheres nessa faixa etária já passou por escapes ao tossir. Mesmo sendo comum, esse sintoma não deve ser tratado como normal ou como parte inevitável do envelhecimento: existe tratamento e vale buscar ajuda. Enquanto você investiga a causa com o médico, contar com um produto adequado ajuda a manter a segurança e o conforto no dia a dia. A Drogal reúne uma linha de absorventes para incontinência desenvolvidos especificamente para reter líquido e manter a pele seca, diferente de um absorvente comum. Por que o escape acontece justamente ao tossir A tosse gera um aumento súbito e forte da pressão dentro do abdômen, que empurra a bexiga para baixo. Em condições normais, o assoalho pélvico e o esfíncter uretral seguram essa pressão e mantém a uretra fechada. Quando essa musculatura está enfraquecida, esse aumento de pressão vence a resistência da uretra, e a urina escapa, mesmo que seja só uma pequena quantidade. O que causa o enfraquecimento do assoalho pélvico Alguns fatores contribuem para esse enfraquecimento ao longo da vida. A gravidez e o parto vaginal sobrecarregam diretamente essa musculatura, principalmente em partos múltiplos ou de bebês grandes. A menopausa reduz os níveis de estrogênio, hormônio que ajuda a manter a musculatura pélvica saudável e firme. Outras condições também podem aumentar o risco de escape de urina. Obesidade, sedentarismo, constipação crônica e até a prática de atividade física em excesso, sem o fortalecimento adequado da região, também entram na lista. Ainda de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, a falta de estrogênio pode ser um fator que desencadeia essa situação. Por outro lado, não só o tossir pode levar a um escape de urina. Carregar pesos também pode provocar a mesma situação. Essas situações podem estar relacionadas ao enfraquecimento do esfíncter urinário e de outros órgãos que sustentam a uretra e bexiga. Escapes de urina são comuns, mas não são normais Vale repetir esse ponto: mesmo sendo um sintoma frequente entre as mulheres, o escape de urina nunca deve ser encarado como algo que você só precisa aceitar. Ele pode indicar um enfraquecimento tratável do assoalho pélvico, e ignorar o sintoma por vergonha ou achar que “é assim mesmo depois de certa idade” só atrasa o início do tratamento. Fisioterapia pélvica: o tratamento de primeira linha Uma revisão, publicada na revista Cochrane, reuniu diversos ensaios clínicos que demonstraram que o treinamento da musculatura do assoalho pélvico melhora ou cura a incontinência urinária de esforço na maioria das mulheres. Esse treinamento é feito com acompanhamento de um fisioterapeuta pélvico, que ensina a contrair e relaxar a musculatura de forma correta, o que faz toda a diferença no resultado em comparação a fazer os exercícios sozinha, sem orientação. Como se sentir segura no dia a dia durante o tratamento Enquanto o fortalecimento da musculatura evolui, contar com o produto certo evita o desconforto de se preocupar com um escape inesperado. Para quem tem episódios mais frequentes, o absorvente Poise foi desenvolvido especificamente para reter urina com segurança e discrição. Já para escapes leves e ocasionais, um protetor para incontinência costuma ser suficiente para o dia a dia. Quando procurar o médico Marque uma consulta com o urologista ou o ginecologista assim que o escape de urina aparecer, mesmo que seja só uma gota ocasional ao tossir. O médico investigará a causa, e, dependendo do caso, pode vir a indicar a fisioterapia pélvica quando apropriado, além de avaliar outras opções de tratamento, incluindo terapias hormonais ou cirurgia nos casos mais persistentes. Veja os sintomas de infecção urinária em mulheres e os tratamentos disponíveis Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895
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